quarta-feira, 5 de junho de 2013

Romantic Strasse - Rota Romântica na Alemanha



Em junho comemoramos o dia dos namorados e aproveitando o embalo falaremos da Famosa Rota Romântica na Alemanha.

 Percorremos ela em Dezembro de 2012 com um motor home. Viajar de MH na Europa além da praticidade do seu meio de transporte também ser a sua casa(não precisa fazer e desfazer mala), existe uma excelente estrutura de Camping e estacoes de serviços mesmo no inverno .




Por mais de 50 anos, o marco da Rota Romântica tem sido a sua maravilhosa combinação de natureza, cultura e hospitalidade. A rota turística mais famosa e popular da Alemanha percorre 350 românticos quilômetros, através da rica e variada paisagem cultural, ao longo do rio Main, e através dos vinhedos franconianos, até chegar nos Alpes. Esta fantástica rota entre Würzburg e Füssen oferece aos turistas a oportunidade de conhecerem pequenos e históricos vilarejos, com impressionantes construções e lugares de interesse histórico que continuam mantendo todo o seu charme original. A rota atravessa o charmoso Vale Tauber, o Nördlinger Ries, localizado no coração de uma gigante cratera, a pitoresca planície Lechfeld, Pfaffenwinkel (canto das pessoas) – uma terra de fazendeiros, artistas e monges, situada ao pé das montanhas dos Alpes, ao norte da Baviera – antes de desembocar nos famosos castelos dos contos de fadas do rei Ludwig (King Ludwig).

O próprio nome da Rota Romântica expressa o sentimento de muitos visitantes, tanto da Alemanha, como do exterior, quando se deparam pela primeira vez com este espetacular cenário de riquezas, com sua história ocidental, sua arte e sua cultura: o fascínio e a sensação de estar sendo levado de volta aos velhos tempos. Todavia, cenários maravilhosos e delícias culinárias não são a única coisa que a Rota Romântica tem a oferecer. Aqui você também encontrará os castelos dos contos de fadas do Rei Ludwig, localizados em Schwangau, que são cercados por quatro lagos e ficam em frente à área de preservação de natureza das montanhas Ammer.

Wurzburg
É conhecido como ponto de partida da Rota Romântica. Wurzburg é uma cidade medieval onde é possível contemplar igrejas, palácios e monumentos entre os quais sobressai o magnífico Castelo Marienberg e o Palácio Residencial do século XVIII, patrimônio Cultural da Humanidade.
 



Rothenburg ob der Tauber
A viagem prossegue por esta pequena cidade medieval que é uma das cidades mais visitadas da Rota Romântica. Você pode começar o passeio pela praça do mercado, onde se encontra o prédio da Prefeitura construído no século XVI. Em seguida, visite a igreja Jakobskirche, cuja construção durou 173 anos. O museu do crime e o Museu de Bonecas e Brinquedos também merecem ser vistos.
 




Dinkelsbühl
Continuando em direção ao Sul, a principal parada é Dinkelsbühl, uma cidade pitoresca onde a maioria das edificações data dos séculos XIII a XIX. O centro histórico é todo cercado de muros, vários portões e mais de uma dezena de torres. Destaca-se na paisagem a igreja de São Jorge construída em estilo gótico. Você vai passar também pelas cidades de Schillingsfürst e Feuchtwangen.

Nördlingen
Nördlingen é uma das cidades medievais melhor preservadas de toda Alemanha. Suas antigas construções estão em perfeito estado, bem como a muralha que cerca toda a cidade. Uma das atrações é subir os 350 degraus da igreja de São Jorge e contemplar a paisagem do alto de seus 90 metros. Vale a pena também visitar o Museu da Cratera, onde se podem conhecer os detalhes da queda de um grande meteoro na região, há 15 milhões de anos.















Augsburgo
A cidade de Augsburgo é um dos mais proeminentes centros comerciais e industriais da Baviera. O ponto turístico que mais se destaca é o prédio da prefeitura erguido em 16620. Outros atrativos são os 15 museus, a Catedral, a casa de Bertholçd Brech, o Palácio Schaezler e a Fuggerei, o mais antigo conjunto residencial de caráter residencial e filantrópico do mundo. Em 147 habitações podem residir desde 1516, cidadãos de Augsburg que sejam pobres, católicos e que rezem pela alma do mecenas Jakob Fugger três vezes ao dia.


Fussen
Seguindo viagem em direção a Schwangau, é recomendável uma parada intermediária nas proximidades de Steingaden para conhecer uma igreja muito especial a Wierskirche, construída há quase 250 anos em homenagem a um milagre acontecido na região. Foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade por ser uma obra de arte única. Chegando ao fim da Rota Romântica, alcançamos o vilarejo de Schwangau e a cidade de Fussen. La encontra-se o mais famoso castelo da Alemanha, o Castelo de Veuschwanstein. A região conta ainda com outros atrativos como o Mosteiro de Ettal, as cidades de Oberammergau e Garmisch-Partenkirchen, a montanha Zugspitze – a mais alta da Alemanha com quase 3.000 metros. Existem excursões para subir ao cume, onde é possível visualizar a região da Áustria, Itália e Suíça.



domingo, 26 de maio de 2013

A VISTA VALE A CAMINHADA!!!

Retornamos ao ponto de partida  sexta feira dia 24 de maio de 2013. Aquele grupo que saiu de Rio do Sul hoje não é mais o mesmo. Trouxemos na nossa bagagem muitas experiências, aprendizados e historias.

 Aprendemos que realizar um sonho, só depende da atitude de querer fazer, os mesmos motivos que nos levam a desistir são os mesmos que deveriam servir de incentivo para seguir em frente.

Em uma viagem nem sempre as coisas acontecem como o previsto, mas um bom planejamento é fundamental para solucionar os problemas que surgem no trajeto.

Aprendemos que numa expedição, o essencial é manter o grupo unido, e independente da diferença de equipamentos de cada um, o ritmo deve ser dado através daquele que andar mais lento, para que todos viajem juntos.

Quando estamos num lugar desconhecido, fora da nossa área de conforto, se comunicar com humildade com as pessoas que vivem ali é o caminho mais curto para achar as respostas para as nossas perguntas. Como diz o Aventureiro Calinho Hoppe, “ É impossível sair de casa com todas as respostas, e muitos não saem pois não compreendem isso”.

Aprendi com um amigo chamado Agenor Brandalise que “A VISTA VALE A CAMINHADA”. A propósito, todas as vezes que ouvimos falar de uma viagem ou contamos sobre um lugar que conhecemos, a maioria das pessoas relatam o trajeto e o que aconteceu durante o percurso, o objetivo da viagem é apenas um detalhe, em meio as situações vividas durante o trajeto. Ou seja, nosso objetivo foi alcançado!


O blog ALTO VALE PARA O MUNDO agradece as centenas de pessoas  que nos acompanharam  durante estes  11 dias de expedição.

Ao nosso carro de apoio com seus integrantes: Airton José da Rosa e Genésio de Borba Junior. Foram essenciais para solucionar os problemas que surgiram e para os registros fotográficos de cada momento.

Aos motociclistas Fernando Carara, Fabio Carara, Jarbas Radke, Jeison Schneider e Tarles da Rosa,  por terem aceitado o desafio de fazer uma viagem diferente do tradicional. A motocicleta além do maior risco nas rodovias e estradas, é muito mais vulnerável as condições climáticas, e nesta viagem experimentamos Sol, Chuva, Neve, Vento. Porem, experimentamos sensações que só quem embarca em uma moto pode sentir.

Aos nossos familiares, namoradas, esposas e amigos que em todos os momentos foram lembrados, e o apoio de vocês nos fez manter o projeto e realizá-lo.

E aos nossos patrocinadores: Airton José da Rosa corretor de Imóveis, Sergio Vasselai Imóveis, HARDSIS Sistemas, Ferramentas Caminhauto, Fernando Carara Advocacia Trabalhista, Rede Crediário Seguro, Restaurante Armazém do Rosa e Lojão do Rosa.









quarta-feira, 22 de maio de 2013

Voltando para Casa

A ideia de ir para a Bolivia, alem de ser um dos nossos objetivos conhecer o salar de Uyuni , era entrar na Chile por Uyuni. Faríamos aproximadamente 500km de estrada não pavimentada, já tínhamos acertado com um 4x4 para colocarmos as motos baixas em cima.  O Paso também estava fechado. A unica forma de acessarmos o Chile nesta altura seria pelo paso São Francisco, mas esta opção inviabilizaria a viagem pois está muito longe do Atacama e o retorno teria que ser pelo mesmo local ou então descer para Mendoza que ficaria totalmente fora do trajeto de volta para casa.
Optamos pelo retorno. Saímos da Bolivia e dessa vez as coisas foram mais rápidas na aduana Boliviana, e não houve necessidade de nenhuma "contribuição". Já em território Argentino fomos parados diversas vezes pela Gendameria Argentina (Policia). Em todas as vezes o tratamento foi muito profissional e em nenhum momento  foi pedido propina ou algo nesse sentido para franquear a nossa passagem. Aliás já fomos parados por mais de 10 vezes na viagem e em nenhuma oportunidade a Policia Argentina pediu propina, o que nos causou surpresa, pois os comentários que ouvíamos era que a gendameria sempre exigia propina.
Chegamos em Jujuy e lá consertamos a moto do Tarles, trocamos a lâmpada da moto do Fernando e a lâmpada da Camioneta.
Estamos voltando.





terça-feira, 21 de maio de 2013

Bolivia e Salar de Uyuni!!!


Acordamos às 4:00 horas da manhã, pois o tur sairia às 05:00 antes dos protestos iniciarem. Segundo o motorista Rosário os protestos ocorrem sempre no mês de maio, já que é o mês de reajuste salarial anual – evitem Bolívia nesse mês.
Pontualmente, saímos às 05:00, rodamos 5 Km até um local ermo fora dos protestos, onde tivemos que esperar a vinda de combustível para o trajeto. Para nossa surpresa o motorista sumiu por 1:30 horas, onde ficamos sozinhos, no escuro, com o carro no meio da rua... o Genésio achou que iriamos ser assaltados e corria o risco de perder o “rim” J.
Reaparecendo o motorista com o combustível seguimos sentido ao Salar de Uyuni que distava aproximadamente 220 Km em estrada não pavimentada e em péssimas condições, tanto que, demoramos 6:00 horas para chegar ao destino. Não obstante aos percalços, a vista era linda, com paisagem totalmente diferente da nossa região, passamos por aldeias, rios, minas.
No trajeto, paramos na beira da estrada para o  desaiuno (café da manhã), na sequencia o motorista parou em uma aldeia onde comprou um saco de folhas de coca, afirmando todos os seus fins medicinais, entre eles os sintomas da altitude, pois estávamos a mais de 4.000 metros de altura. Paramos ainda algumas vezes para o aperto dos parafusos das rodas que insistiam em se afrouxar, bem como, para troca de um pneu furado.
Destino alcançado, chegamos ao Salar e já fomos almoçar um pedaço de frango, com arroz e batada, que nos acompanharam a viagem inteira dentro do veículo.
O salar é simplesmente deslumbrante, enorme e infinitamente branco. Adentramos até o hotel de sal, percorridos dentro do salar mais de 20 Km chegamos na ilha do pescador a qual tem cactos gigantescos. 
Apesar da precária infraestrutura haviam muitos turistas de diversas nacionalidades.
Tudo registrado em fotos, seguimos caminho de volta para o hotel onde chegamos às 23:00 horas.
O atraso desta postagem se deve a falta de acesso a internet e falta de cobertura de celular.

 Temos a imformação nao oficial de que o Passo de Jama e demais passos permanecerão pelo menos mais uma semana fechados. O telefone da estação de servicos no passo de Jama é 01154412000











Paso de Jama e os demais passos para o Chile Fechados!!!


No domingo (20/05/13) havia uma grande expectativa para entrarmos no Chile pelo Paso de Jama – a sensação térmica estava abaixo de 0º grau – nos dirigimos à aduana Argentina para buscar informações referente a liberação do Paso, visto que já estava bloqueado desde o quinta-feira (17/05).
Por volta das 09:00 veio o boletim oficial informando que o Paso continuaria “cerrado” ante a grande quantidade de neve ainda não removida totalmente. O próximo boletim sobre a liberação somente ocorreria às 17:00 horas do mesmo dia. Aguardavam a liberação diversos caminhões, ônibus, automóveis e motos.
Nos deparamos com as dúvidas: Aguardar uma possível liberação? Ou retornar 250 Km e rodar mais 200 Km para chegar na fronteira da Argentina com a Bolívia, sendo que tínhamos informações que a fronteira estava fechada em virtude de conflitos/protestos de trabalhadores?
Retornamos 125 Km até a cidade mais próxima Susques/AR, onde contatamos, via telefone, com a Gendameria Argentina (Polícia Federal Argentina) da fronteira com a Bolívia, no sentido de saber sobre a efetiva existência dos protestos e bloqueio da passagem, pois todos que aguardavam a liberação no Paso de Jama informavam a impossibilidade da passagem pela Bolívia, inclusive informando que por lá já tinham tentado passar e não haviam conseguido.
Tivemos a notícia que os protestos continuavam, porém, ocorriam no período das 06:00 às 18:00 horas.
Decidimos arriscar entrar na Bolívia.
No trajeto até à Bolívia a motocicleta do Tarles apresentou problemas, sendo necessária a atuação da nobre equipe de apoio, a motocicleta teve que ser transportada no carro onde está até o presente momento.
Chegando na Aduana os trâmites levaram mais de 2(duas) horas, não por problemas, mais por um grande desconhecimento das pessoas que lá trabalhavam, por exemplo, quando foi apresentado o passaporte e o documento do veículo, foi questionado o porquê que não constava no documento do veículo o número do passaporte! Explicado que são coisas distintas, o atendente exigiu que no documento do veículo deveria constar o número da identidade. Demonstramos que no documento do veículo havia o número do CPF que era igual ao que constava no RG. Aí nos questionaram o porquê não constava no passaporte o número do CPF e RG! Superado essa etapa o atendente estranhou que o sobrenome do pai e mãe eram iguais??????????????????????? Nossa, deu trabalho, mais superamos.
Entrando já 5 metros na Bolívia, o Policial pediu a documentação e nos cobrou uma “contribuição”. Pagamos. Adentramos mais 1 Km, e nova “contribuição” foi exigida, que para nossa surpresa era 100 mais cara que do veículo ao nosso lado. Após diversas negociações pagamos o preço de mercado.
Seguimos em direção à Tupisa, onde nos foi solicitado nova “contribuição”, explicamos que já havíamos pagado outras e fomos liberados.
Por volta das 22:00 horas chegamos em Tupisa, localizamos um hotel “padrão Bolívia” onde fechamos um tur até o Salar de Uyuni, em virtude dos protestos que ocorriam na cidade, das contribuições e das estradas não pavimentadas para o local que pretendíamos ir.



sábado, 18 de maio de 2013

Iniciando a cordilheira por Purmamarca até Paso de Jama

Acordamos em Jujuy às 06:00 horas, saímos às 7:30, tivemos problemas com a serração que limitava a visão a não mais que 15 metros. Após subirmos cerca de 1000 metros, ultrapassamos as nuvens e o sol apareceu, as imagens eram lindas. Foi impressionante a variação da temperatura, na saída estava + 5 graus, após a subida a temperatura impressionantemente foi para + 21 graus, o que ocorreu em um intervalo de apenas 30 minutos e não mais que 20 Km, depois a temperatura voltou a esfriar e muito.

Encontramos 2 casais, cada qual com o seu motorhome, um da cidade de Pomerode e outro de Paulo Lopes, os quais ficarão viajando até agosto, eles disseram que a temperatura alta ali é porque no topo das montanhas o frio é intenso e não deixa os ventos quentes subirem

Passando por Purmamarca as curvas eram cada vez mais fechadas e a paisagem era linda, chegamos a 4.170 metros de altitude, tivemos contato com gelo e ventos fortíssimos. O noticiário de ontem anunciava ventos de até 130Km/h - se fosse em Rio do Sul, arrancaria até a alma do caboclo - hoje os ventos não eram tão fortes, entretanto, eram suficientes para tirar a motocicleta da estrada,

Ficamos impressionados com a "Salina Grande" de Jujuy, local em que ficamos por algumas horas, pois era muito divertido as fotos que eram realizadas. Fernando e Fábio colocaram as motos dentro do salar - espero que o próximo comprador das motos não veja esse blog. Todos, até o Sr. Airton, lambeu o chão para saber se o chão era realmente salgado, e era. Está com pressão alta é só dar uma lambida no chão. Quando os nativos precisam de sal para salgar a carne, é só ir nos fundos do terro e bater com a carne no chão.

Almoçamos na cidade de Susques e lá descobrimos que o Paso de Jama estava fechado em razão de uma grande nevasca que inviabilizou acesso - temperatura de -12 graus. O que fazer? voltar? seguir? resolvemos ficar em Susques, porém, como o Paso estava fechado os hoteis estavam lotados. Resolvemos ir até o Paso de Jama, a pior hipótese seria dormirmos na barraca que levamos.

Ao chegarmos no Paso encontramos um quarto em um posto de gasolina - cerca de 8 metros da bomba do diesel, estamos preocupados que os caminhoneiros nos chamem para abastecer os caminhões. O quarto é bom, temos 2 camas e 6 para dormir! Lançaremos um desafio, todos deverão ficar na rua apenas de bermuda, os primeiros que retornarem vão dormir no chão. O quarto tem calefação, chuveiro, banheiro com dois vasos sanitários - coisa coletiva -  coisa inteligente mesmo, assim ninguém fica esperando.

Neste exato momento estamos os 6 dentro do quarto imaginando, será que amanhã vai ser liberado o Paso de Jama para chegarmos ao Chile? Segundo os locais amanhã a nevasca continua e o Paso não será liberado. Nessa hipótese ficaremos mais um dia aguardando a liberação da estrada.